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História

Em meados da década de 50 do Século 20 houve um aumento significativo no processo de industrialização do Vale do Paraíba, principalmente com a chegada em Taubaté de empresas como Mecânica Pesada, Máquinas Piratininga, Studenick e Duromet entre outras. A empresa Máquinas Piratininga foi sucedida pela Willys Overland, que depois se tornou a Ford do Brasil.


A instalação de empresas de grande porte na cidade trouxe a mão de obra especializada da Capital e do ABC Paulista, e consigo trabalhadores com experiência no movimento sindical oriunda dos imigrantes europeus.
Com o crescimento da categoria em Taubaté, surgiu a idéia da organização dos trabalhadores e a formação de um Sindicato. O primeiro passo foi a criação da Associação Profissional dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Taubaté, o que aconteceu no dia 15 de setembro de 1957.


Liderada por companheiros como José dos Santos e Hildebrando Aires, entre outros, a Associação trabalhou de forma acirrada pela organização da categoria. Em 1959, a Associação atinge a marca de 1.500 filiados, número então necessário de associados para que a entidade pudesse requerer sua Carta Sindical junto ao Ministério do Trabalho.

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No dia 18 de agosto de 1959, o Ministério do Trabalho concede então a Carta Sindical ao Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, que teve então como seu primeiro presidente o companheiro José dos Santos e em sua diretoria os companheiros Hildebrando Aires, Vicente Lopes de Faria, Genésio Estevam do Amorim, João Ribeiro Guedes e Wilson Gonçalves da Silva.

Com apoio da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e as contribuições dos associados, o Sindicato constrói sua sede na Rua Urupês, no bairro Chácara do Visconde, inaugurada no dia 13 de agosto de 1961.
Naquela época, companheiros e companheiras lutaram por direitos como a Gratificação de Natal para todos os trabalhadores, que posteriormente virou lei em 1962 e hoje é garantida pela Constituição Federal como o 13º Salário. Também era pauta de luta da categoria, a negociação de participação nos lucros das empresas, que hoje também é garantida por lei aos trabalhadores por meio da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).


Dessa forma combativa e atuante, o Sindicato prossegue sua caminhada na luta pelos direitos dos trabalhadores. No ano de 1996, o Sindicato dá outro passo importante e decisivo em sua história, com a sua filiação à CUT (Central Única dos Trabalhadores).


Oriunda do Novo Sindicalismo surgido no ABC Paulista nos anos 70 e 80, a Central Única dos Trabalhadores é uma organização de caráter classista, autônomo e democrático, cujo compromisso é a defesa dos interesses da classe trabalhadora, sempre pautada pelos princípios da igualdade e solidariedade.


O Sindicato inicia com a CUT, o fortalecimento da Organização nos Locais de Trabalho e um trabalho constante de formação e aprimoramento dos dirigentes sindicais para a relação Capital Trabalho.

Como entidade filiada à CUT, o Sindicato esteve ao lado da categoria metalúrgica em importantes lutas pela defesa dos empregos dos trabalhadores em Taubaté.


Um exemplo dessa luta foi o grande embate com a Volkswagen no período de 2003 a 2006, que passou pelo anúncio do projeto Autovisão, anúncio de demissões e de reestruturação da empresa no Brasil com a possibilidade de fechamento de fábricas e desemprego em massa.


Depois de diversas mobilizações, inclusive dos Poderes Públicos e da sociedade, e muita unidade com os trabalhadores nas demais plantas da empresa no Brasil, o Sindicato conseguiu em julho de 2006, construir um acordo aprovado em assembléia histórica pelos trabalhadores na empresa que garantiu investimentos em novos produtos na unidade de Taubaté, que hoje são realidade na produção no Novo Gol e do Voyage.
O Sindicato também garante através de acordo aprovado pelos trabalhadores, a garantia de investimentos na fábrica da Ford de Taubaté da ordem de R$ 600 milhões para a produção da nova linha de motores da montadora.


Nos anos 90 e na década atual, registra-se um aumento do número de empresas na base do Sindicato, com vinda inclusive de empresas de grande porte como a LG Electronics e diversas empresas do setor de Autopeças atraídas pelas grandes montadoras na região.


Fica evidente então evidente a necessidade de fortalecimento da Organização nos Locais de Trabalho e de ampliação das representações dos trabalhadores no chão de fábrica. Ao mesmo tempo, a partir de 2003, o Sindicato inicia um processo de democratização da entidade e de atuação junto à sociedade, de acordo com as bandeiras de luta da Central Única dos Trabalhadores.


No 3º Congresso dos Metalúrgicos de Taubaté, realizado de 21 a 23 de novembro de 2004, fica entre suas resoluções a redução do mandato da direção da entidade de 4 para 3 anos, a ampliação da base da categoria para 11 cidades, e mais um passo importante é dado pelos Metalúrgicos de Taubaté a implantação em sua base dos Comitês Sindicais de Empresa (CSEs).


O processo de implantação dos CSEs começa a se concretizar a partir de 2006, ano em que teve início o processo de ampliação das Comissões de Fábrica, que estavam restritas às organizações pioneiras na Volkswagen e Ford, e que passaram a existir em diversas empresas da base. Estas novas Comissões de Fábrica seriam os embriões dos futuros Comitês Sindicais de Empresa.


Após mais uma vitória da CUT nas eleições sindicais em dois turnos realizados em junho e agosto de 2007, tem início no dia 23 de novembro daquele ano a primeira gestão dos CSEs, que aumentou de 36 para 105 o número de dirigentes sindicais e com representações nas empresas Alstom, Araya, Autoliv, Autometal, Comau, Cameron, Copreci, Daido, Daruma, Ford, LG Electronics, Metalbages, Mubea, MP Plastics (antiga Pelzer), SM Sistemas Modulares, SG Logística, Thyssenkrupp Automata e Volkswagen, além do Comitê Sindical dos Metalúrgicos Aposentados.


Esse expressivo aumento do número de dirigentes possibilitou a ampliação de conquista de maiores benefícios como PLRs e reajustes salariais para os trabalhadores não só das empresas com representação dos CSEs, mas também para empresas que ainda não possuem dirigentes sindicais.
Atualmente, os Comitês Sindicais representam a vanguarda do movimento sindical, sendo que este modelo também existe em sindicatos importantes da base Cutista como o dos metalúrgicos do ABC, de Salto e de Sorocaba.


Em maio de 2009, durante a comemoração dos 50 anos do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo, por sua juventude e liderança nos quadros da CUT, foi escolhido para entregar ao presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, o projeto de lei que amplia os espaços de negociação entre trabalhadores e empresas garantindo ao mesmo tempo o reconhecimento legal dos Comitês Sindicais de Empresa.


O projeto de lei visa que as empresas possam aderir a um novo patamar de negociação e, para isso, teriam que cumprir certos requisitos como o reconhecimento do Comitê Sindical de Empresa. Além de representar os trabalhadores em seu local de Trabalho, o CSE junto com os Trabalhadores atuará como fiscalizador do cumprimento dos acordos firmados.


O ano de 2009 também marca os 50 anos do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, e esta data vem sendo marcada por uma série de comemorações que envolveram a categoria metalúrgica, os Poderes Públicos e a sociedade civil organizada de Taubaté e Região.


A primeira destas comemorações envolveu o Dia Internacional da Mulher, que foi comemorado com eventos na sede do Sindicato e também na Praça Dom Epaminondas, no centro da cidade.
O dia 1º de Maio de 2009, Dia dos Trabalhadores, entrou para a história de Taubaté uma grande festa realizada na Avenida do Povo, que reuniu mais de 15 mil pessoas, em uma mostra do reconhecimento da categoria e da sociedade ao trabalho realizado pelo Sindicato em seus 50 anos de lutas e conquistas.


Outro evento marcante foi o lançamento do Carimbo e apresentação do selo comemorativos aos 50 anos da entidade, evento que reuniu na sede do Sindicato as mais importantes autoridades políticas e sindicais de nossa região e do Brasil. Nesta solenidade, realizada no dia 30 de julho de 2009, foi feita uma justa homenagem ao companheiro José dos Santos, primeiro presidente do Sindicato.

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Com o objetivo de avançar nas conquistas da categoria metalúrgica e avançar na promoção de políticas de desenvolvimento econômico e social com geração de emprego e

renda, o Sindicato realizou no período de 13 a 16 de agosto de 2009 o 4º Congresso dos Metalúrgicos de Taubaté e Região.

Neste 4º Congresso, que é o fórum máximo da categoria metalúrgica de Taubaté e Região, foramdiscutidas e debatidas as políticas de inserção do Sindicato na Sociedade visando a defesa dos direitos dos trabalhadores e a luta pelas políticas e avanços do campo democrático e popular que foram garantidas pelo Governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Nesse contexto, o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região chega aos seus 50 anos como uma das mais importantes entidades Cutistas do ramo metalúrgico no Brasil, e representantes de uma base de cerca de 19 mil trabalhadores e com um dos mais altos índices de sindicalização no Brasil, chegando a 82%.

Hoje, o Sindicato busca aprimorar cada vez mais sua atuação em favor da categoria, seja com o respeito ao patrimônio dos trabalhadores, com a inserção do Sindicato na Sociedade através de campanhas sociais como a do Agasalho e do Natal sem Fome, e com a implementação de políticas de geração de emprego e renda para a cidade e para Região.

 

Expediente

Presidente  
Hernani Lobato
presidencia@sindmetau.org.br


Endereço

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Fone (12) 2123-4300 - Fax (12) 2123-4318
E-mail: sindmetau@sindmetau.org.br

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