SINDICATO GARANTE DIREITOS PARA DEMITIDOS E INVESTIMENTOS NA GE

Em assembleia realizada nesta segunda-feira (15), os trabalhadores da GE, em Taubaté, aprovaram por unanimidade o acordo feito entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau), o Comitê Sindical de Empresa (CSE) e diretores da indústria. O acordo foi discutido na sexta-feira (12), depois que os trabalhadores deflagraram o estado de greve como resposta pela demissão de 175 funcionários.

O acordo, apesar de não reverter as demissões, garantiu mais direitos para os demitidos e também para os trabalhadores que continuam na empresa, que terão estabilidade de quatro meses, até 12 de maio de 2018, e, no caso de demissão após esta data até dezembro de 2018, receberão o mesmo pacote negociado para os que foram dispensados na semana passada. A estabilidade será para operadores, trabalhadores da manufatura (suply chain), manutenção, qualidade, engenharia industrial, logística, facility, e EHS.

O pacote para os demitidos ficou estabelecido com o pagamento de um salário para aqueles que têm até quatro anos de trabalho na empresa. Os que têm entre quatro e oito anos receberão dois salários e os demitidos com mais de oito anos na empresa vão receber três salários. Os trabalhadores que estavam de férias coletivas, demitidos na véspera do retorno ao serviço, terão direito a mais um salário, aviso prévio, além de todos os direitos legais, o que resulta em uma média de três salários nominais por empregado.

Ainda conforme o acordo, os demitidos poderão continuar com convênio do plano médico por oito meses e também com os benefícios do Sindicato, já que foi garantido mais este direito.

 

Investimentos

Além dos direitos dos demitidos e funcionários, o acordo prevê investimentos para a unidade da empresa em Taubaté. Para as áreas de calderaria, usinagem e pintura, o investimento será de R$ 5 milhões. Serão investidos R$ 21 milhões na adequação do maquinário à NR 10 e NR 12. Na subestação, o valor chega a R$ 14 milhões e na plataforma transportation o investimento é de R$ 1,5 milhão.

Para o presidente do Sindmetau, Claudio Batista, o Claudião, o sindicato fez tudo para minimizar os impactos da demissão, uma vez que no início a empresa planejava dispensar 400 trabalhadores. “Diante desse cenário, fizemos o acordo possível e melhor para o trabalhador.”

Mesmo considerando as demissões um ato lamentável, Claudião afirmou que a situação rendeu frutos. “Foi muito positivo ver a unificação dos trabalhadores aprovando o estado de greve e ter a oportunidade de voltar a debater com a fábrica. Enfim achar um caminho, discutindo com os metalúrgicos.”

 

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